Noite – Soneto de José Guimarães
Noite é um soneto que escrevi há muito tempo., no caderno de poesias. Como se fosse um poema escrito para ninguém, além do autor ler, estava lá.
As palavras estão escritas de maneira invertida. Por exemplo: “Nunca sei se é riso o clamor da rua que ouço”, seria “O clamor que ouço da rua nunca sei se é riso”.
Acredito que continuaria no caderno, assim como acredito também que muitas pessoas esquecem suas poesias no caderno.
Entretanto, agora, com o advento da internet, eu te pergunto: Por que deixar seus poemas no caderno de poesias se você pode publicá-los em seu blog? É o que eu fiz.
Só espero que você goste do nosso poema soneto:
Noite
Ó noite perversa que não me deixa dormir
Que me mantém acordado pensativo e angustiado
Devolva-me a paz e não me deixe amedrontado
Preocupado com o rumor que vem lá de fora.
Nunca sei se é riso o clamor da rua que ouço
Ou desentendimento dos passantes apressados
Mas como fico pensativo com os sentidos ligados
Penso sempre no pior e com isso menos adormeço.
O rádio do carro que passa tão alto me acende
Revigora minha energia, mas de deixa impaciente
Porque o barulho me faz ainda mais ficar acordado.
Vozes que vem lá de fora que parecem de pessoas brigando
Aguçam-me o sentido e de repente me descubro espionando
O que não me interessa e com isso me mantenho acordado.
Glossário
Soneto: Noite
Autor: José Guimarães
Soneto: Composição poética formada de dois quartetos e de dois tercetos.
Quarteto: Estrofe de quatro sílabas. Também chamado de quadra.
Terceto: Estrofe de três versos.
Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Crédito da imagem: FreeFoto
José Guimarães
Professor, escritor e blogueiro. Autor do livro infantojuvenil Mokolóton extraterrestre. Estuda formas de ganhar dinheiro na internet com blogs e produtos digitais. Também estou em Contos e Estudos Bíblicos e Ganhar Dinheiro Legal. Muito obrigado pela sua visita a este blogs.































